“Imagine que você seja Jó. Inexplicavelmente a sua vida e tudo pelo que você trabalhou, tudo o que conquistou, todas as bênçãos que Deus lhe concedeu, tornam- se em ruínas. Isso simplesmente não faz sentido. Parece não haver nenhuma razão, boa nem má, para tal situação.

Há alguns anos um ônibus escolar saiu da rodovia e acabou matando muitas crianças. Naquele contexto, um ateu disse que aquilo era o tipo de coisa que podíamos esperar neste mundo em que não há significado, propósito nem direção alguma. Uma tragédia como aquela não tinha sentido algum, pois o próprio mundo não tem sentido. No entanto, como vimos anteriormente, essa resposta não funciona para quem crê em Deus. E para Jó, um fiel seguidor do Senhor, essa resposta também não funcionou. Mas qual era a resposta? Qual era a explicação? Jó não tinha uma resposta. Tudo o que ele tinha era uma extrema aflição e todas as perguntas que inevitavelmente a acompanhavam.

1. Leia Jó 3:1-10. Como Jó expressou sua dor e sofrimento? De que maneira nos identificamos com o que ele falou?

A vida é um presente de Deus. Existimos somente porque Deus nos criou (At 17:28; Ap 4:11). Nossa própria existência é um milagre que tem deixado perplexa a ciência moderna. De fato, os cientistas não estão em total harmonia sobre qual é a definição de “vida”, muito menos a respeito de como ela surgiu, ou ainda mais importante, por que ela surgiu.

No entanto, em momentos de desespero, quem já não questionou se vale a pena viver? Não estamos nos referindo aos casos infelizes de suicídio. Em vez disso, estamos falando das vezes em que, a exemplo de Jó, podemos ter desejado não ter nascido, algo que ocorre com muitas pessoas.

Um antigo grego uma vez disse que a melhor coisa que poderia acontecer com uma pessoa, além de morrer, seria nunca ter nascido. Ou seja, a vida pode ser tão miserável que julgamos que estaríamos em melhor situação se não existíssemos, e assim seríamos poupados da angústia inevitável que acompanha a vida humana neste mundo caído.

Você já se sentiu como Jó, desejando não ter nascido? No fim das contas, o que aconteceu? Você superou esse sentimento? Nos piores momentos da vida, qual é a importância da esperança e da perspectiva de que de as coisas irão melhorar?”

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